domingo, 4 de outubro de 2009
Artigo do Globo, 3 de Outubro de 2009, página 7
Meu filho de cinco anos interrompe meu telefonema aos gritos: “Papai, quatro bandidos na rua”. Minha mulher completa a história: invadiram o prédio vizinho, são três ou quatro bandidos, fizeram reféns. Da janela vemos a rua bloqueada por carros de polícia, homens armados de fuzis, sirenes.
De repente a discussão sobre violência – sobre crime – que faz parte do meu dia-a-dia de empresário, diretor de associação de bairro, cidadão e pai, se materializa no prédio ao lado. Conhecemos os dois lados do debate: de um lado a turma do bandido bom é bandido morto; do outro a turma do bandido coitadinho, que só age assim por falta de oportunidades. Já deveríamos saber que os dois lados estão errados.
Respeito aos direitos humanos é parte fundamental do combate ao crime, e a lei vale para todos. E criminalidade tem várias origens diferentes; a pobreza é certamente um dos fatores envolvidos, mas jamais o único ou o principal – se fosse assim os países ricos não teriam crimes. Tratar um bandido violento como vítima não é só desrespeito grave às vitimas verdadeiras – é também ignorar a noção de responsabilidade individual que norteia nosso sistema social e jurídico. A decisão de portar uma arma e ferir gravemente ou matar outro ser humano deve ter resposta adequada da nossa sociedade. Não tem.
É preciso melhorar as condições sociais para que o crime não prospere, policiar nossas comunidades para evitar que criminosos tenham oportunidades de agir, investigar os crimes cometidos e prender seus autores, julgá-los e condená-los com rapidez e mantê-los presos por tempo suficiente para que eles deixem de ser ameaça para a sociedade.
Falhamos em quase todos esses aspectos. Apenas uma percentagem pequena de nossos criminosos é capturada. Processos criminais demoram anos, com os criminosos aguardando em liberdade. As sentenças penais são absurdamente curtas, com uma série de regalias que permitem que criminosos perigosos gerenciem seus negócios da cadeia ou saiam livres após cumprir uma fração de suas penas.
A única saída é o envolvimento de toda a sociedade. A grave crise de segurança que vivemos pode ser vencida, como foi vencida a inflação. Mas são necessárias idéias novas, ousadia, arrojo. Que acordem nossos partidos políticos, gestores públicos, juízes, empresários, pesquisadores, líderes sociais. É hora de discutir um novo modelo sem preconceitos e sem ideologias, um modelo no qual a vida humana seja sagrada e a responsabilidade individual a base de tudo. Um modelo para amanhã.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
As Armas da Primavera - Artigo do New York Times
O artigo abaixo, do New York Times, é um exemplo da honestidade e objetividade com que os americanos discutem seus problemas.
As Armas da Primavera
Timothy Egan
The New York Times, 10 de Abril de 2009
Tradução de Roberto Motta, rmotta2@terra.com.br
(original em inglês: http://egan.blogs.nytimes.com/2009/04/08/the-guns-of-spring/)
Bam, bam, bam. Três mortos em Pittsburgh, policiais, todos eles, assassinados por um homem com um AK-47 que achou que o Presidente Obama iria tomar suas armas.
Bam, bam, bam, bam. Quatros mortos em Oakland, também policiais, suas vidas terminadas por um bandido condenado com um fuzil de assalto.
Bam, bam, bam, bam, bam. Cincos mortos no Estado de Washington, crianças moídas com uma arma de fogo por seu próprio papai, um covarde espancador de mulheres.
Bam, bam, bam, bam, bam, bam, bam, bam, bam, bam, bam, bam, bam. Trezes mortos em Binghamton, N.Y., imigrantes e seus professores massacrados por um louco com uma Glock e uma Beretta. Ele enviou um bilhete confuso, em inglês quebrado, exceto pelo final: “E tenha um bom dia.”
A vida americana na primavera de 2009 está cheia de esperança, dificuldades, e então isto: o câncer no centro de nossa democracia.
Em um mês de violência horrível até por nossos próprios padrões, 57 pessoas perderam suas vidas em oito massacres com armas de fogo. Os matadouros incluem uma casa de saúde, um centro para novos imigrantes, um quarto de criança. Antes foram uma igreja, uma faculdade, uma creche.
Ouvimos as notícias desses rascunhos de carnificina entre as novidades do mercado financeiro e os resultados do basquetebol — e damos de ombros. Somos o sapo na panela cuja água esquenta devagar até ferver, aceitando isso tudo um pouco de cada vez até que não conseguimos mais sentir coisa alguma. Nós damos de ombros porque isso é o combinado, certo? Esse é o pacto que fizemos, o preço da emenda constitucional número dois, logo depois da liberdade de expressão.
Nasci no oeste dos EUA e como tal sou sensível ao argumento de que, quando políticos se movimentam para proibir armas de fogo depois de um massacre público, eles freqüentemente atingem apenas os que portam armas legais, em obediência à lei. Armas de fogo no Oeste dos EUA são uma herança, “uma parte sagrada de Montana e algo que nós sempre lutaremos para proteger,” como os Senadores Jon Tester e Max Baucus, ambos Democratas, escreveram em uma carta recente para o Departamento de Justiça.
Mas, como alguém que perdeu um sobrinho para violência das armas, só consigo aceitar estes argumentos até certo ponto. Eles não são abstrações, um lado contra o outro. Não posso evitar de ver os rostos, pais que não têm mais uma criança para segurar, corações partidos, vidas destruídas quando escuto bam, bam, bam.
Uma mãe e sua menininha, fuziladas junto com oito pessoas em Samson, Alabama, mês passado, foram enterradas uma nos braços da outra — a natureza morta daquela segunda emenda.
No dia seguinte a uma destas atrocidades, nada é mais aterrorizante do que ver um defensor das armas correndo diante das câmeras para proteger o direito de um lunático de carregar armas e massacrar.
Se fosse manteiga de amendoim ou pistache matando pessoas às dúzias toda semana, já teríamos tomado providências. Basta olhar os recalls recentes. Mas Glocks e AKs — não podem tocar nelas. Então nos afogamos em armas de fogo: 280 milhões delas.
É isso aí, dizem os donos de armas de fogo, e se nossa taxa de homicídio é três vezes maior que a do Reino Unido e do Canadá, cinco vezes maior que a da Alemanha, esse é o trato. O preço. Como consolação, eu acho, existe o fato de que a taxa de homicídio tem estado estável por algum tempo, abaixo do pico dos anos 1980. Ainda assim, quase 17 mil americanos são assassinados todo ano — mais ou menos 70 por cento por armas de fogo — e 594.276 perderam suas vidas entre 1976 e 2005.
Os últimos capítulos envolvem cartéis mexicanos, que conseguem seu arsenal comprando de lojistas americanos, e os massacres desta primavera por atiradores que parecem ter adquirido suas armas legalmente. Fuzis de assalto tiveram papel de destaque nos assassinatos de sete policiais.
O atirador de Pittsburgh comprou seu AK-47 de uma firma on-line, que realizou a venda através de um negociante de armas de fogo licenciado, conforme exigido. Ele tinha, aparentemente, permissão legal para possuir estas armas de fogo, apesar de ter sido expulso dos fuzileiros navais por agredir seu sargento, e de ter uma ordem judicial para manter distância de sua ex-namorada.
Tudo o que um cidadão pode fazer é pedir um pouco de bom senso em torno da Segunda Emenda. A proibição de venda de fuzis de guerra, que tornava ilegais 19 armas de estilo militar que nenhum caçador decente usaria, devia ser restabelecida. O presidente Bush e o Congresso a deixaram expirar em 2004, embora ela fosse uma dádiva de Deus para os policiais, e fosse apoiada pela maioria dos donos de arma de fogo.
Para os senadores que apóiam fuzis de guerra enquanto falam da “parte sagrada de ser de Montana,” vocês não querem este tipo de herança. Humilha vocês permitir acesso fácil a armas que matam inocentes, e causa um desserviço para a história.
Herança? As cidades do velho oeste como Dodge City tinham um rígido controle de armas de fogo, obrigando as pessoas a deixar suas armas na entrada da cidade.
E os negociantes de arma de fogo, eles deviam ser punidos por fazer negócios com traficantes ou bandidos condenados. Leis de extorsão federais neles. Tornemos tão difícil para um agressor de mulheres ou um criminoso conseguir um AK como é conseguir uma carteira de motorista.
O resto de nós só pode lamentar e encolher os ombros, marcando tenebrosos aniversários: Virgínia Tech, Columbine, e outro, e outro, e outro.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
O problema do lixo em Ipanema

Final de dia no Posto 8.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Parque Garota de Ipanema - JB de hoje
Felipe Sáles
Depois da notícia ser recebida com festa pelos moradores da região, a reforma do Parque Garota de Ipanema – que ocupa uma área de 2,58 hectares no coração do Arpoador – já começa a causar preocupação. A conclusão das obras, inicialmente prevista para janeiro, foi estendida para até o fim de fevereiro e, antes mesmo da esperada reinauguração, o local já voltou a ser habitado por moradores de rua.
De acordo com o Instituto E – que adotou o parque em 31 de julho último e iniciou as obras em 21 de outubro – a reforma atrasou principalmente por causa das chuvas. Segundo a assessoria do instituto – que iniciou a recuperação do parque após anos de abandono – os constantes temporais dos últimos dias atrapalharam, principalmente, a pavimentação do solo e a realização de soldas.
Além disso, o instituto elegeu como prioritária a parte baixa do parque, por onde transitam muitas pessoas em direção ao Arpoador. A parte de cima ainda está em fase de captação de recursos e, por ora, não há nenhuma empresa interessada em reformar o local.
Moradores preocupados
Embora não tenha em mãos o cronograma das obras, o diretor da Associação de Moradores de Ipanema, Roberto Motta, considera que a reforma não vem tendo a agilidade que deveria, mas fez questão de frisar a importância da adoção do parque.
– Nossa impressão é de que o ritmo não está sendo como gostaríamos – admitiu Motta. – Mas foi uma satisfação muito grande a adoção do parque, vemos que a empresa de fato está se dedicando. Além do mais, eles estão lidando com uma herança de anos de descaso.
Cinco moradores de rua – alguns aparentemente alcoolizados – ainda freqüentam o local, a despeito da presença constante de pedreiros e homens da Comlurb. Para Motta, os próprios moradores tornam-se responsáveis pela presença a partir do momento em que dão esmolas. A associação já vem estudando um projeto para retirar a população de rua do local.
– Muitas cidades do mundo conseguiram acabar com o problema ocupando o espaço público – lembrou Motta. – Vamos levar aulas de capoeira, jardinagem, enfim, qualquer tipo de evento que faça a população ocupar o espaço. Com isso, os próprios mendigos não se sentirão à vontade em ficar no local.
Uma das iniciativas estudadas, por exemplo, é fazer com que parte das aulas de surfe sejam ministradas no local. Em outubro, logo após a adoção do parque, cerca de 30 pessoas protestaram contra o desalojamento do depósito de pranchas do projeto Favela Surfe Clube. O surfista Jean Carlos, 33 anos – que dá aulas gratuitas a cerca de 40 crianças carentes – teme que o projeto acabe caso o depósito seja de fato fechado com a reabertura.
– Se formos desalojados, não vai ter jeito, o projeto vai acabar – disse. – Estou há 16 anos fazendo isso, e só pedimos em troca que a criança freqüente a escola.
O Instituto E informou que também apóia a conciliação do parque com a comunidade. A empresa e a Grendene destinaram R$ 700 mil à obra, provenientes da venda das sandálias Ipanema. O parque completou 30 anos em 2008 e integra a Área de Proteção Ambiental entre Copacabana e Ipanema. A adoção inclui ainda a manutenção do parque até 2010.
Com a reforma, o parque vai ganhar pistas de skate e novo paisagismo, além de mobiliários urbanos, recuperação de vigas, recuperação de muretas e reforma dos brinquedos e gradis.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Artigo da revista The Economist sobre a comprovação científica da Teoria da Janela Quebrada (Broken Windows)
20 de Novembro de 2008
Da revista The Economist, edição impressa
Tradução de Roberto Motta
A idéia de que pichações e outras formas de pequena delinqüência estimulam o mau comportamento social acaba de ser testada experimentalmente
Um local coberto de pichações e cheio de lixo faz com que as pessoas se sintam inseguras. E por uma boa razão, de acordo com um grupo de pesquisadores na Holanda. Kees Keizer e seus colegas da Universidade de Groningen deliberadamente criaram ambientes degradados como parte de uma série de experimentos projetados para descobrir se sinais de vandalismo, lixo e pequenos crimes podem mudar o comportamento das pessoas. Eles descobriram que sim, e por uma grande margem: ambientes degradados duplicam o número de pessoas dispostas a sujar as ruas e roubar.
A idéia de que observar desordem pode ter um efeito psicológico nas pessoas não é nova. No fim dos anos 80 George Kelling, um ex-oficial de justiça que agora trabalha na Universidade Rutgers, iniciou uma rigorosa campanha para remover pichações do Metrô de Nova Iorque, o que resultou em uma redução nos crimes menores. A idéia também serviu como base para a “Tolerância Zero” que Rudy Giuliani trouxe mais tarde para as ruas da cidade, ao se tornar prefeito.
Muitas cidades e comunidades no mundo inteiro estão agora tentando controlar comportamentos anti-sociais como forma de deter o crime. Mas a idéia permanece polêmica, dada a dificuldade de se considerar outros fatores que influenciam a criminalidade como mudanças no nível de pobreza, condições de moradia e política penal – incluindo até, de acordo com alguns, a eliminação do chumbo da gasolina. Um teste experimental da “Teoria da Janela Quebrada”, nome dado pelo Dr. Kelling e seu colega James Wilson à sua idéia, vem, portanto, em boa hora. E é isso que o Dr. Keizer e seus colegas fizeram.
O nome da teoria vem da observação de que algumas janelas quebradas em um prédio vazio levam rapidamente a mais vidros estilhaçados, mais vandalismo e, mais tarde, arrombamentos. A tendência das pessoas a se comportar de uma determinada forma pode ser reforçada ou enfraquecida, dependendo do comportamento que elas observam nos outros. Isso não significa que as pessoas irão copiar exatamente o comportamento ruim que estão vendo, passando a mão em uma lata de tinta spray assim que encontram pichações. Na verdade, diz Dr Keizer, observar comportamentos anti-sociais estimula a “violação” de outras normas de comportamento. Foi este efeito que os experimentos, que acabam de ser publicados na revista Science, foram projetados para testar.
A primeira pesquisa foi feita em um beco utilizado para estacionar bicicletas. Como em todos os outros experimentos, os pesquisadores criaram dois ambientes: um de ordem e outro de desordem. No ambiente de ordem, as paredes do beco foram pintadas; no ambiente de desordem, elas foram cobertas com pichações (feias, para evitar que fossem consideradas arte). Em ambos os casos um grande aviso proibindo pichações foi colocado, de forma a ser visto por qualquer passante. Todas as bicicletas estacionadas tiveram um folheto promocional (de uma loja de esportes fictícia) pendurado no guidão. Era necessário remover o folheto antes que a bicicleta pudesse ser usada.
Quando os donos voltaram para pegar suas bicicletas, seu comportamento foi observado. Não havia latas de lixo no beco, portanto os ciclistas tinham três escolhas. Eles poderiam levar o folheto consigo, jogá-lo no chão ou pendurá-lo em outra bicicleta (o que foi considerado pelos pesquisadores como equivalente a jogá-lo no chão). Quando o beco estava pichado, 69% dos ciclistas jogaram folhetos no chão, comparado com 33% quando as paredes estavam limpas. Para evitar uma possível distorção – a de que lixo gera lixo – os pesquisadores removiam rapidamente cada folheto descartado.
Os outros experimentos foram realizados de uma forma similar. Em um deles, uma cerca foi usada para bloquear o acesso a um estacionamento, deixando apenas uma abertura estreita. Dois avisos foram colocados, um informando que a passagem pela abertura era proibida e outro dizendo que bicicletas não deveriam ser presas à cerca. No ambiente de “ordem” (com quatro bicicletas estacionadas, mas nenhuma presa à cerca) 27% das pessoas desobedeceram ao aviso de passagem proibida e utilizaram a abertura para acesso ao estacionamento. No ambiente de “desordem” (com as quatro bicicletas presas à cerca) 82% das pessoas utilizaram a abertura.
Os efeitos não se limitaram à observação visual de pequenos delitos. É contra a lei na Holanda soltar fogos nas semanas que antecedem o Ano Novo. Portanto, duas semanas antes da data os pesquisadores soltaram rojões ao redor de um estacionamento de bicicletas em uma estação ferroviária e observaram os resultados, usando a técnica do folheto promocional. Sem rojões, 48% das pessoas levaram os folhetos consigo, ao pegar suas bicicletas. Com rojões, esse número caiu para 20%.
O resultado mais dramático, entretanto, foi o que mostrou que dobra o número de pessoas dispostas a roubar em uma situação de desordem. Neste caso, um envelope com uma nota de 5 euros (visível através de uma janela de plástico) foi deixado semi-enfiado em uma caixa de correio. Na condição de ordem, 13% dos passantes levaram o envelope (roubo). Mas se a caixa de correio estivesse coberta de pichações, esse número subia para 27%. Mesmo se a caixa não estivesse pichada, mas a área ao redor estivesse suja de papel, cascas de laranja, pontas de cigarro e latas vazias, 25% levariam o envelope.
A conclusão dos pesquisadores é que um exemplo de desordem, como pichações ou sujeira, pode efetivamente estimular outro, como roubo. O Dr. Kelling estava certo. A mensagem para gestores públicos e policiais é que limpar pichações ou coletar lixo imediatamente pode ajudar no combate ao crime.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Atendendo a Pedidos
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Até Que Emfim - Parabéns ao Cel. Milan
Publicada em 27/11/2008 às 23h36m no Globo Online
Ruben Berta
RIO - O comandante do 23º BPM (Leblon), coronel Carlos Milan, afirmou nesta quinta-feira, durante reunião do Conselho Comunitário de Segurança da Zona Sul, que não vai autorizar a realização da festa de réveillon na orla de Ipanema. Ele disse que enviou relatório ao comando da Polícia Militar e ao Ministério Público estadual relatando uma série de problemas ocorridos no evento do ano passado. O delegado José Alberto Pires Lage, titular da 14ª DP (Leblon) e a associação de moradores do bairro também se manifestaram contra a festa.
- No ano passado, já houve uma série de problemas, tivemos que pedir reforço ao Batalhão de Choque. Se fosse um evento para a família, com o apoio da comunidade, eu autorizaria, mas o que vimos ano passado foi cidadãos tolhidos até no direito de ir e vir - disse Milan. A festa deste ano está programada para ter 12 horas de atrações voltadas para o público jovem, com DJs tocando músicas eletrônicas. Na virada para 2008, um jovem foi morto com um tiro no abdômen, na Avenida Vieira Souto, próximo ao Posto Nove.
domingo, 23 de novembro de 2008
Teoria da Tolerância Zero (Broken Windows) comprovada pela Ciência
Essa teoria, popularizada pelo sucesso de Ralph Giulianni à frente da prefeitura de Nova Iorque (redução dos homicídios de 2.000 ao ano - a realidade do Rio de Janeiro de hoje - para menos de 500) nunca havia sido comprovada experimentalmente. Agora foi, através de uma série de experimentos cuidadosamente projetados, sem deixar dúvidas.
A notícia vem de um artigo da The Economist dessa semana: clique aqui para lê-lo (em inglês).
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Guardadores de Carros
"Flanelinha não é profissão. É atividade de meliante. Essa é uma das faces da desordem urbana..."
"Por que o carioca é tratado com tanta falta de respeito? O prefeito, o Sindicato dos Guardadores de Automóveis, o Tribunal de Contas do Município e a Embrapark trocam acusações, mas nada é resolvido."
Vejam o artigo completo aqui.
Guardadores são achacadores, ponto. Só pagamos porque temos medo, de agressão e de danos ao veículo. Eles não prestam nenhum serviço. É triste ver que existem cariocas esclarecidos que prestigiam guardadores, deixando até as chaves de seus carros com eles (como acontece com frequência no centro da cidade).
A cidade poderia estar ganhando uma fortuna se utilizasse algum sistema sério de cobrança por uso de vagas. Ao invés disso, temos mais uma Máfia achacando os cidadãos.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Blog do Noblat - Estrutura política local dos EUA
O modelo de administração pública, nos Estados Unidos, é substancialmente diverso do brasileiro. A ponto de não permitir comparações cômodas. Diferente do Brasil – com territórios bem definidos em União, Estados e Municípios –, lá temos 51 Estados (considerando Washington DC), 3.034 Condados (Countys), 19.429 entes municipais (divididos em Citys, Towns e Villages), 16.504 distritos municipais (Townships ou Towns), mais 13.506 Escolas Distritais e 35.052 entes específicos de gestão (policia, corpo de bombeiros, bibliotecas).
Esses núcleos se estruturam diferentemente, segundo legislação de cada Estado, a partir da Décima Emenda (à Constituição), levando alguns Estados a sequer ter qualquer governo local, como Alaska (em parte), Conenecticut ou Rhode Island. Lazy Lake, na Flórida, tem 38 habitantes. Nova Yorque, 8 milhões. Difícil de comparar pois as estruturas não são iguais.
Veja o resto aqui
Noblat diz que nossos vereadores são um desperdício de dinheiro publico (cada gabinete de vereador tem 20 funcionários).
Concordo inteiramente. Mas tem coisa pior. Alguém pode me dizer se juiz americano tem carro com motorista pago pelo estado ?
terça-feira, 18 de novembro de 2008
A Ex-Classe Média, artigo do New York Times
"Essa recessão terá perfil social único. Especificamente, é provavel que produza um grupo social novo: a ex-classe média. São pessoas que atingiram status de classe média no rastro do longo período de prosperidade, e então perderam esse status. Para elas, o fosso entre sua situação atual e onde costumavam estar parecerá largo e desanimador.
Esse fenômeno is percepitivel nos países em desenvolvimeno. Na última década, milhões de pessoas nessas sociedades saíram da pobreza. Mas a recessão global está as empurrando de volta pra baixo. Muitas estão furiosas com a democracia e o capitalismo, que responsabilizam por seus sonhos desfeitos. É possível que a crise produza uma profusão de Hugo Chávez".
Veja o artigo completo aqui.
É aguardar pra vez. Eu não sou adivinho, e mal entendo de economia, mas senti que alguma coisa estava errada quando vi a recepcionista do consutório do médico da minha mãe discutindo os preços das ações da Vale e Petrobrás, o pré-sal e as exportações de minério para a China.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Gestão Pública e Máquina Administrativa - do Ex-Blog do César Maia
Ex-Blog do Cesar Maia 14/11/2008
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GESTÃO E ESTRUTURA ADMINISTRATIVA! OS EIXOS VERTICAL E HORIZONTAL!
1. Artigos sobre gestão, em especial do setor público, analisam a dinâmica e as interações entre a capacidade de gestão e a complexidade da estrutura administrativa. Para o entendimento, desenhemos um gráfico onde o eixo vertical representa o índice de capacidade de gestão, de zero a cem, e o eixo horizontal, outro índice de zero a cem, representando a complexidade da estrutura administrativa.
2. Quando se toma a decisão de ampliar a máquina administrativa, com mais órgãos ou serviços e assim se avança ao longo da linha horizontal, deve-se perguntar de que forma a capacidade de gestão, na linha vertical, se comportará. Ou seja, ao se expandir a máquina administrativa deve-se fazê-la aprofundando a capacidade de gestão. Ou não fazer.
3. No setor público pode-se dar de três formas. Duas compulsórias, sejam por demandas de uma população que cresce, sejam por serviços que se fazem necessários pelo bem (defesa ambiental...), ou pelo mal (aumento da criminalidade). A terceira forma é por decisão autônoma do setor público que entende que desta forma prestará melhores serviços à população.
4. Quando não se antecipa a ampliação compulsória da necessidade de mais serviços e com isso não se aprofunda a capacidade de gestão, o índice no eixo horizontal se desloca em direção a 100, mas no eixo vertical se desloca na direção de zero. O ponto de projeção se torna mais próximo de zero no eixo vertical e mais perto de 100 no horizontal. Quando isso ocorre, piora a qualidade dos serviços, diminui a produtividade e aumentam os custos.
5. As crises nas áreas de segurança pública e de saúde no Brasil são exemplos de expansão horizontal sem expansão vertical, reduzindo a capacidade de gestão e tornando crítica a oferta de serviços.
6. De pouco adianta os governos, novos ou antigos, pensarem em mais recursos e mais programas, se não pensarem preliminarmente na complexidade administrativa advinda e na capacidade de gestão correspondente.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Continua a Temporada de Caça em Ipanema
Em menos de 24 horas os freqüentadores do Ipa Bebê, um parquinho freqüentado por bebês e crianças próximo ao Posto 8 de Ipanema, presenciaram 4 assaltos.
Nos dois primeiros, por volta das 8:30h da manhã, dois rapazes na mesma bicicleta, um deles armado, levaram o celular de uma moça e a mochila de uma outra pessoa mais a frente. A moça, de tão desesperada, passou por cima da cerca dos bebês aos prantos e gritando. Assim que cheguei na praia na mesma hora liguei para 190 e descrevi a roupa e o modelo da bicicleta. Para minha "surpresa", eram os mesmos rapazes que eu havia visto na entrada do corredor do Arpoador na semana passada. Estavam com a mesma blusa e a mesma bicicleta. Avisei a dois PMs da delegacia de turistas que passavam pela Joana Angélica.
Logo apos ligar para o batalhão para pedir reforço policial por volta das 10:00h, eu e mais 4 testemunhas vimos um outro rapaz sem camisa, de bicicleta, na calçada entre as pistas, retirando da árvore uma faca e colocando dentro do short. Novamente liguei para 190 e dei todos os detalhes, mas a demora em registrar os meus dados deu a esse individuo a oportunidade de assaltar algum pobre coitado.
Os outros dois assaltos foram os mais comuns cometido contra os turistas. Enquanto eles foram à água, os assaltantes agiram com rapidez e carregaram a bolsa com todos os pertences das vitimas. A petulância de um dos assaltantes foi passar por dentro do parque das crianças para fugir. Como teve dificuldade de passar por entre os brinquedos chegou a cair do calçadão tentando escalar a mureta. Percebi que com a colocação da cabine no final do Arpoador os assaltantes resolveram chegar mais para perto da Joaquim Nabuco para poder fugir pela Francisco Otaviano, ou seguir direto pela Teixeira de Melo.
Com a chegada do final de ano e com tantos turistas, temo por nós moradores e pais que utilizamos esse espaço para o lazer dos nossos filhos. A qualquer momento, se não houver repressão a essa gangue de bicicleta, uma nova tragédia vai aparecer na mídia.
Precisamos de policiais em pontos determinados, como na entrada do Arpoador, na saída da Praça Garota de Ipanema , no corredor da Francisco Otaviano e caminhando entre os postos. Eles esperam os triciclos passarem ou os carrinhos que andam no calçadão darem a volta para poder ter tempo de praticar mais um delito sem serem incomodados
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Aberta a Temporada de Caça em Ipanema
Isso quase em frente ao Laboratório Lâmina, na Francisco Otaviano. As vítimas eram turistas e idosos.
Graças à indignação de todos que assistiam a cena, à mobilização rápida dos porteiros e moradores e a ação da Polícia Militar, os marginais foram impedidos de continuar o achaque.
Entretanto, como não foi possível prendê-los (eles fugiram correndo), eles devem ter mudado seu lugar de trabalho para alguma outra rua do bairro.
Vamos ficar alertas.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Rio de Janeiro - A cidade mais segura do mundo. Comentário do leitor Marcos Vieira
Chegamos por volta de 13.20, e a cena caótica de sempre, carros pelas calçadas, flanelinhas disputando motoristas, alguns guardas municipais tentando organizar. Como cheguei cedo, havia um portão fechado e um funcionario do museu (fardado, segurança) dentro. Buzinei. Queria perguntar onde era a entrada do estacionamento para alguem "oficial". Ele abriu o portão e pediu para entrar. Pensou que eu era o amigo de alguem que teria "autorização" para entrar pela saida, onde obvio que "autorização" provavelmente seria a cervejinha amiga ou o café da tarde. Desfeito o engano, entrei numa fila de carros para entrada do estacionamento.
Era o quarto ou quinto da fila, que não andava. Alguns motoristas saiam da rua, e vagas começavam a sobrar, sob a placa de proibido estacionar. Chamei o guarda municipal. A resposta foi educada e clara, se voce estacionar aqui será multado. Eu perguntei, tambem educadamente, todos os carros aqui estacionados serão multados? A resposta foi "Sim. Saimos para almoçar e quando voltamos estava esta bagunça mas estamos tentando arrumar. O PM já brigou um monte com a gente". O "PM" em questão, a uns metros de distancia, estava em pé ao lado da patamo.
Deixei a familia comprando os ingressos e fui estacionar nas ruas do centro próximas. Um flanelinha educado me cobrou 3 reais, paguei com prazer e perguntei se ele ia ficar rico com tanta procura na exposição. A resposta foi clara - "só se eu me esconder dos homens, que passaram aqui de manhã e já me levaram 20 reais. de tarde devem vir com mais vontade".
Ou seja, em menos de 1 hora vivi 3 situações claras de corrupção, falta de ética e descaso.
Por isso costumo dizer que o Rio é a cidade mais segura do mundo. Milhões de habitantes numa cidade sem governo, sem controle e sem policia. A nossa (talvez não devamos generalizar mas a percepção é essa) não tem condições de trabalho e aceita uma cerveja, um café, um convite, recebe dinheiro de um sujeito que não deveria cuidar dos carros... um ciclo vicioso perigoso e dificil. Como um sujeito sem condições, sem equipamentos, pode subir um morro e prender traficantes mais armados, mais ricos, mais preparados que ele?
Mas a vida continua. O Rio é lindo, a cidade é maravilhosa, os cariocas sensacionais. E podemos resolver. Por isso eu sigo morando aqui, e considerando um paraiso. Sem policia (que não temos) e sem governo municipal (precisamos dele de volta) deveria ser muito pior... e não é. Então isso aqui é o paraiso e cabe a nós tentar melhora-lo.
sábado, 27 de setembro de 2008
O Rio de Gabeira e de Alexandre Arraes (45010)
domingo, 21 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Para Que Servem os Sub-Prefeitos do Rio de Janeiro ?
Vejam abaixo, do Blog do Cesar Maia de hoje. Nada como uma eleição pra trazer a verdade à tona:
Ex-subprefeitos da prefeitura têm dito na TV que fizeram e aconteceram. Tudo mentira. Subprefeito é o nome fantasia que o prefeito do Rio adotou em 1993 para facilitar a identificação pelos cidadãos. São Ouvidores que levam as queixas e reclamações para as secretarias. São nomeados coordenadores de regiões administrativas. Só que sem nenhum orçamento. Não têm um tostão de verba orçamentária. Exatamente porque sua função é ouvir e informar: telefone, e-mail, contato direto. Portanto não podem fazer nem meio metro de meio-fio. Nem eventos podem autorizar sozinhos. Tem que dar o nada a opor e seguir para 3 secretarias e o prefeito.
Ou seja, Sub-Prefeito é apenas mais um cargo sem sentido, mais uma peça em uma organização imensa e burocrática, cuja única finalidade (sempre suspeitou-se) é a de criar exposição pública para futuros candidatos a cargos eletivos.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
O Tiro em Ipanema
O Globo Online
Mesmo antes do final do inverno, as confusões tipcas de verão já começaram a assustar os cariocas na praia. No Arpoador, uma perseguição a um assaltante levou pânico para os banhistas que aproveitavam o domingo de sol. O foragido Simão Mesquita de Freitas, de 26 anos, foi reconhecido por policiais quando seguia, a pé e desarmado, por volta das 11 hs, pela Avenida Vieira Souto, próximo à esquina com a Rua Joaquim Nabuco, indica reportagem de O Globo.
Muitos banhistas acreditaram, num primeiro momento, tratar-se de um arrastão, o que fez pais e mães entrarem em desespero. A vendedora ambulante Mariana Pereira disse que um policial fez um disparo no meio da confusão. A mesma versão foi confirmada por dois guardas municipais que atuam no local, mas negada pela PM.
Simão Mesquita de Freitas é foragido do Galpão da Quinta, onde cumpria pena de três anos por roubo a turista na praia.
A Busca da Felicidade
sábado, 6 de setembro de 2008
Política - Mitos e Verdades
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
O Silêncio dos Homens de Bem
Acesse www.arraes45010.can.br As eleições são 5 de Outubro. Vote consciente.

"Pior que os gritos dos bandidos é o silêncio dos homens de bem" Martin Luther King, Jr.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Quem vai nos ajudar ? Nós mesmos
Eu brinco com meu filho no chão. Pela minha janela entra uma brisa de inverno. E o ruído de tiros. De fuzil.
Os tiros vêm de um morro, a menos de um quilômetro de minha casa. No morro existem duas favelas. Há pelo menos cinco favelas em Copacabana, onde eu moro. Em todas há indivíduos armados com fuzis , armas de guerra. Todos os moradores de Copacabana estão dentro do seu raio de alcance.
Os tiroteios são rotineiros. Muita gente já se acostumou com o barulho dos tiros, e com as explosões de fogos anunciando a chegada de drogas, que acontecem nas horas mais imprevistas, às oito da noite ou três da manhã.
Os fogos acordam meu filho. Os tiros não me deixam dormir.
Eu não me acostumo. Não posso achar normal. Aqui é Copacabana, Ipanema é logo ali. Se isso acontece aqui – na vitrine do Brasil – o que acontece no resto da cidade, no resto do país ?
Cansei de reclamar. Morei muito tempo fora, em um país onde os cidadãos se mobilizam para fazer valer seus direitos. Resolvi fazer o mesmo por aqui. Me envolvi com um grupo que luta por segurança na cidade. Criei um blog (seispormeiaduzia.blogspot.com). Iniciei um movimento contra o crime (www.rigorcontraocrime.com.br). Ajudei a criar um espaço seguro para crianças na praia de Ipanema (o Ipanema Baby, em frente à Joaquim Nabuco). Me juntei a outros moradores na luta contra a ida da Help para o prédio do Bingo Arpoador, pela melhoria das praças N.Sra. da Paz e Garota de Ipanema, contra os camelôs que loteiam a Visconde de Pirajá. Pelo fim dos assaltos que nos esperam em cada sinal. Para que os ônibus deixem de ser carroças montadas em chassis de caminhão, dirigidas em alta velocidade.
Quem me conhece, sabe o que eu penso: que somos, em grande parte, responsáveis por tudo isso. Em primeiro lugar, pela nossa indiferença. Em segundo, por escolher administradores públicos incapazes (na melhor das hipóteses). Mas sempre podemos mudar. Teremos eleições em Outubro.
Eu vou votar em Alexandre Arraes, que é candidato a vereador (45010), e vê o Rio da mesma forma que eu vejo. Arraes é médico e administrador, morador do Humaitá, não é ligado a nenhum grupo político, e faz uma campanha modesta. Meu compromisso com ele transcende a campanha: se ele for eleito, vou trabalhar com ele, articulando a reação dos cidadãos de bem do Rio de Janeiro contra o crime e o caos. Para que a geração dos nossos filhos receba uma cidade melhor.
Arraes defende a (re)organização da cidade, e prova que existem recursos e instrumentos para isso. Para saber mais sobre ele, clique em http://www.arraes45010.can.br/
Um voto a cada quatro anos não resolve tudo. É preciso mobilização permanente.
Mas ignorar a política é pior. Quem não gosta de política acaba governado por quem gosta.









